Por Fabio Gehrke
O dólar fechou em alta nesta
segunda-feira, seguindo o pessimismo das principais bolsas de
valores mundiais e os dados semanais da balança comercial. A
moeda norte-americana subiu 0,25 por cento, para 1,633 real.
A divisa chegou a recuar durante a manhã, mas a forte
deterioração dos principais índices acionários impulsionou as
cotações.
No final da tarde, a Bovespa caía quase 2 por cento e o
risco-país subia 7 pontos-básicos. O Dow Jones perdia pouco
mais de 2 por cento com temores sobre o impacto da crise de
crédito sobre a economia.
"O mercado está acompanhando os problemas lá de fora.
Internamente, está bastante tranquilo", afirmou Sérgio Falcão,
consultor da SLW Corretora.
Ele ressaltou a baixa volatilidade do mercado de câmbio
--apesar da amplitude da queda das bolsas, o dólar não teve
força para operar acima de 1,635 real.
Segundo o departamento de câmbio da corretora Concórdia, o
movimento desta sessão se deveu mais a uma reação aos dados da
balança comercial que revelaram um déficit na última semana.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior divulgou um saldo comercial negativo de 840 milhões de
dólares na quarta semana de agosto.
"O dado reacende as preocupações com a balança. O impacto
negativo é a velocidade (da formação deste déficit)", afirmou a
corretora.
O departamento de câmbio da Concórdia também ressaltou que
o dólar encontrou um piso no nível de 1,60 real, e que deve se
manter flutuando entre 1,61 e 1,63 real. Mas com o fraco volume
de negócios, "o mercado fica mais sensível e qualquer notícia"
pode afetar as cotações.
Na última hora de negócio, o Banco Central realizou um
leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa
de corte a 1,6334 real.