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30 AGO
14:14

Mantega vê desaceleração do PIB a 0,5% a 1% no 2o tri

Fonte: Reuters
SÃO PAULO -

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 30 de agosto (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta segunda-feira a avaliação de que a economia desacelerou no segundo trimestre, prevendo alta de 0,5 a 1,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) frente ao início do ano.

O dado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. No primeiro trimestre, o país cresceu 2,7 por cento em relação aos três meses imediatamente anteriores, impulsionado principalmente pelo desempenho da indústria e investimentos.

"O PIB dos segundo trimestre será muito inferior ao do primeiro trimestre, evidentemente", disse Mantega a jornalistas após palestra na abertura do 7o Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Apesar disso, o ministro afirmou que a taxa de crescimento em relação ao ano anterior deve manter-se entre 6,5 e 7 por cento, ainda acima da média projetada de 5,8 a 6,0 por cento de expansão entre 2011 e 2014.

Para 2011, a projeção do titular da Fazenda é de 5,5 por cento de expansão.

"O Brasil está entre os países mais dinâmicos do mundo", disse Mantega durante sua apresentação, na qual também comemorou o fato de a inflação se manter perto da meta mesmo com o crescimento superior à média.

Mantega disse ainda que não acredita em um retorno dos Estados Unidos à recessão.

Sobre o próximo governo, o ministro disse que um dos principais desafios é manter os investimentos em um patamar elevado. Para isso, disse, será preciso que o setor privado "participe mais do financiamento de longo prazo." Segundo ele, medidas nesse sentido devem ser anunciadas em breve.

O ministro disse ainda que o câmbio deve sofrer desvalorização no futuro, diante do crescente mas "passageiro" déficit nas transações correntes, e que é possível que o país tenha déficit nominal zero nos próximos anos.

Em julho, último dado disponível, o setor público consolidado brasileiro registrou o pior resultado fiscal para o mês de toda a série histórica, com superávit primário de 2,454 bilhões de reais. O déficit nominal, que leva em conta as despesas com juros, alcançou 14,310 bilhões de reais.

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