O mercado de câmbio doméstico devolveu hoje quase todo o ganho no preço da moeda americana ao longo da semana. Segundo profissionais de corretoras, os agentes financeiros repercutiram notícias sobre o ingresso de recursos por grandes fundos internacionais especializados em economias emergentes. E na praça internacional, o euro caiu em relação ao dólar, para US$ 1,43.
Dessa forma, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,730 nas últimas operações de hoje, em queda de 0,85%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,753 e R$ 1,728. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,840, em um decréscimo de 0,54%.
Ainda aberta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) voltou a subir e registra ganho de 0,20%, aos 70.592 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,06 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,15%.
Mário Paiva, analista da corretora Liquidez, cita relatório de um grande banco internacional apontando aportes bilionários de recursos em fundos de ações que investem nas economias emergentes no início deste ano. Em 2009, estrangeiros deixaram mais de R$ 20 bilhões no mercado brasileiro de ações, em um desempenho histórico.
"A tendência do dólar continua sendo de queda, neste ano. Mas é bom ressaltar que há uma resistência muito significativa no preço de R$ 1,70. Por isso, eu acho que nós ver o dólar oscilando entre R$ 1,70 e R$ 1,80 por um bom tempo", avalia o profissional da Liquidez, acrescentando: "para mudar esse quadro, somente se nós vermos uma alteração muito drástica nos rumos da maior economia do planeta [EUA]".
Profissionais de mercado citaram ainda especulações em torno da captação de US$ 1 bilhão realizada pelo BNDES no exterior, noticiada no início desta semana, e que poderia entrar no país nesta semana ou nos próximos dias.
Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, voltou a rebaixar as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo.
A FGV apontou inflação de 0,11% em dezembro, ante leve alta de 0,07% no mês anterior. No ano passado, houve deflação de 1,43%, a primeira da série histórica que remonta à década de 40.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista caiu de 9,78% ao ano para 9,73%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 10,34% para 10,31%. Esses números ainda são preliminares e podem sofrer ajustes.