O governo da China informou que a produção industrial do país cresceu 19,2% em novembro, enquanto os preços e as importações reverteram uma sequência de baixa. As commodities, em particular, eram beneficiadas por tais informações, com o petróleo valorizando-se 0,55% no pregão eletrônico em Nova York.
"O mercado gostou", observou Francisco Carvalho, gerente de câmbio na corretora BGC Liquidez, atribuindo a queda do dólar à repercussão positiva dos números, além de perspectiva positiva para abertura das bolsas em Wall Street.
Nos Estados Unidos, a alta dos futuros dos principais índices acionários refletia a expectativa de que uma série de indicadores mostre um quadro saudável do consumo naquele país.
A pauta inclui dados de novembro sobre as vendas do varejo e de outubro sobre os estoques das empresas, além de preliminar de dezembro do índice Reuters/Universidade de Michigan sobre a confiança do consumidor.
De acordo com o operador da tesouraria de um banco de investimentos em São Paulo, que pediu anonimato, quando há um evento de estresse, como o caso de Dubai, por exemplo, aparecem compras de dólares, mas pouco depois a venda volta a prevalecer.
"A cada dia e confusão que passa, fica mais claro que o Brasil segue firme, entao há um redirecionamento de fluxo", destacou o profissional.
Carvalho, da Liquidez, também citou que o mercado parece ter encontrado um ponto de suporte no dólar na faixa de R$ 1,72 a R$ 1,74, o que atrai compra e assim explica o movimento recente. "Mas hoje há um alívio nas perspectivas", acrescentou.