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09 DEZ

Dólar anula queda e opera perto da estabilidade / com Francisco Carvalho

Fonte: Redação Terra
São Paulo -

O dólar operava perto da estabilidade nesta quarta-feira, anulando a queda exibida no começo da manhã com a postura ainda cautelosa do mercado em meio a ajustes no cenário internacional. Às 10h58, a moeda americana se tinha leve alta de 0,11%, para R$ 1,761.

Na véspera, o dólar subiu a R$ 1,759, maior patamar de fechamento desde 5 de outubro, com o aumento da aversão a risco no exterior após uma série de notícias negativas, como a redução das notas da Grécia e de empresas ligadas a Dubai.

Nesta manhã, o dólar se desvalorizava ligeiramente no exterior, caindo 0,34% em relação a uma cesta com as principais moedas . Ante moedas emergentes como o peso mexicano e o rand sul-africano, porém, a moeda oscilava perto da estabilidade.

"Hoje é muito mais importante observar o cenário externo, o cenário de risco, do que olhar especificamente o mercado interno aqui", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, no Rio de Janeiro.

Na véspera, com o aumento da aversão a risco, os estrangeiros compraram cerca de US$ 750 milhões nos mercados de dólar futuro e de cupom cambial, elevando as posições compradas na moeda americana a US$ 6,9 bilhões - US$ 1,6 bilhão a mais do que no final da semana passada.

De acordo com Francisco Carvalho, gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, o comportamento sazonal do mercado no fim do ano tende a favorecer a alta da moeda americana, com uma eventual piora das contas externas e da balança comercial. Além disso, aponta, o euro se mantinha longe do patamar de US$ 1,50, nível psicológico que no Brasil era coincidente à aproximação do dólar do patamar de R$ 1,70.

Nesta sessão, o euro era cotado a US$ 1,4728.

O principal evento desta quarta-feira, a reunião do Copom para decidir o juro básico, só acontece após o fechamento do mercado de câmbio. A expectativa, porém, é de que a provável manutenção da taxa a 8,75% ao ano não interfira na cotação do dólar. O mercado espera ver, no entanto, algum sinal sobre o início do ciclo de altas da Selic no ano que vem.

"O mais importante mesmo desse Copom é a ata da semana que vem", disse Knauer.

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