A semana começou com investidores propensos à tomada de risco. Com isso, o dólar perde atratividade no Brasil e no resto do mundo. Por aqui, as vendas levaram a divisa a americana fazer nova mínima para o ano na casa de 1,76.
Depois de ensaiar alta, testando R$ 1,780 na máxima, o dólar comercial encerrou negociado a R$ 1,759 na compra e R$ 1,761 na venda, baixa de 0,95%. O preço é o menor desde 8 de setembro de 2008, quando a moeda fechou a R$ 1,735. No ano, o dólar já perdeu 24,55%.
Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM F), a divisa perdeu 1%, para fechar a R$ 1,7604. O volume negociado caiu 50%, para US$ 146 milhões. No interbancário os negócios recuaram de US$ 3,9 bilhões, na sexta-feira, para US$ 1,9 bilhão. Mas o volume pode ser considerado elevado para uma segunda-feira.
Segundo o analista de câmbio da BGC Liquidez Corretora, Mário Paiva, continua valendo a história de entrada de moeda estrangeira no Brasil.
Esta semana, as atenções estão voltadas para a oferta pública de ações do Santander. Hoje termina o período de reserva, amanhã será anunciado o preço de emissão e na quarta-feira os ativos começam a ser negociados. A liquidação financeira acontecerá na terça-feira, dia 13. Ainda essa semana serão liquidadas as ofertas da Rossi e PDG Realty, que movimentaram mais de R$ 1,9 bilhão.
Ainda de acordo com Paiva, além da expectativa de fluxo positivo, a segunda-feira foi marcada pelo bom humor externo, o que sempre estimula a venda de dólares para investimento em ativos de risco, como ações e commodities.
Para os próximos dois meses, o analista acredita que o dólar deve respeitar o intervalo de R$ 1,70 e R$ 1,90. Operando no teto o no piso conforme o grau de aversão ao risco do mercado.
No entanto, a tendência continua sendo de melhora na percepção dos agentes, diz Paiva, já que a economia mundial está em recuperação lenta, porém contínua.