O dólar encerrou em alta frente ao real nesta quarta-feira, acompanhando o mau humor nos mercados acionários após a divulgação de indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos e preocupações com a sustentação do crescimento da China.
A moeda norte-americana subiu 1,22 por cento, para 1,095 real na venda. Frente um cesta com as principais moedas mundiais, o dólar avançava 0,9 por cento no final da tarde.
"A alta do dólar foi pontual, baseada na dúvida de que a demanda da China não tenha sustentação após rumores de um aperto no mercado de crédito no país", afirmou Mario Paiva, analista de câmbio da Corretora Liquidez.
A apreensão com o crescimento econômico da China provocou uma queda no preço das commodities, com o índice RJ/CRB recuando mais de 2 por cento.
A bolsa de valores brasileira também amargava queda, em linha com o desempenho de Wall Street.
A divulgação de indicadores econômicos negativos nos Estados Unidos também pesou.
As encomendas de bens duráveis no país caíram acima do esperado em junho. O Livro Bege, divulgado pelo Federal Reserve, apontou que o mercado de trabalho ainda está extremamente fraco, embora o ritmo de recessão tenha se estabilizado na maioria das áreas do país.
O Banco Central informou que o fluxo cambial para o Brasil em julho, até o dia 24, estava positivo em 491 milhões de dólares.
A entrada líquida de recursos para o país é resultado de saldo financeiro positivo de 3,176 bilhões de dólares e déficit de 2,686 bilhões de dólares no segmento comercial.
Para Paiva, da Liquidez, o fluxo de recursos para o Brasil deve continuar positivo diante da expectativa de novas captações no mercado acionário local.
O banco Santander anunciou que planeja vender 15 por cento da unidade brasileira por meio de uma oferta de ações no mercado doméstico.
(Reportagem de Silvia Rosa)