O dólar operava em queda ante o real na manhã desta sexta-feira, aproveitando o bom humor exibido pelos mercados externos. Às 11h14 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada a R$ 2,189, em queda de 1,35%. No mês, o dólar acumula depreciação de cerca de 5,5%.
"O movimento desses dias é muito em função de um fluxo de entrada (de recursos) que está ocorrendo no país e lá fora também está ajudando", resumiu Francisco Carvalho, gerente de câmbio da Corretora Liquidez.
De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pela Bovespa, no mês até o dia 20, houve entrada líquida de recursos de investidores estrangeiros de quase R$ 3,5 bilhões na bolsa.
Os últimos números do Banco Central (BC) sobre o fluxo cambial também apontam uma entrada de recursos de US$ 557 milhões no País em abril até o dia 17.
Nos mercados acionários, a manhã seguia otimista, com as bolsas de valores de Wall Street registrando alta, impulsionadas por resultados corporativos melhores que o esperado, como o da montadora Ford.
Dados menos negativos sobre a atividade econômica e o setor de construção norte-americano também alavancavam os índices.
No Brasil, o principal indicador da Bovespa seguia o movimento e ganhava mais de 1%. Na Europa, a valorização superava 2%.
Nesse contexto, apesar das perspectivas de queda do dólar no curto prazo, Carvalho lembrou que a proximidade do vencimento de um lote de contratos de swap cambial preocupava os investidores, uma vez que o Banco Central não anunciou operações para a rolagem desses contratos até então.
Segundo dados do BC, os contratos de swap cambial que vencem no dia 5 de maio somam pouco mais de US$ 5,5 bilhões.