O dólar interrompeu o movimento das duas últimas sessões e fechou em baixa ante o real nesta quinta-feira. A moeda americana ficou cotada a R$ 2,177, recuando 0,91% em relação ao dia anterior.
"O dólar está bem mais tranquilo. A posição (comprada) dos estrangeiros diminuiu bastante e isso forçou a queda da moeda", avaliou Mario Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez. Na prática, a exposição de investidores estrangeiros revela uma aposta na alta da divisa norte-americana.
De acordo com os dados mais recentes da BM&F, na quarta-feira, essas posições compradas estavam em 5,6 bilhões de dólares, menos da metade do valor máximo de março, que chegou a 14,3 bilhões de dólares.
Paiva também acrescentou que o leilão realizado pelo Banco Central também ajudou a manter o dólar em queda. Nesta quinta-feira, a autoridade monetária vendeu 750 milhões de dólares em um leilão de venda da moeda norte-americana com compromisso de recompra.
Bolsa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) resiste à instabilidade externa e segue operando em terreno positivo nesta quinta-feira. Por volta das 16h10, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, marcava alta de 1,83%, para 46.103 pontos.
O JP Morgan apresentou lucro de US$ 2,14 bilhões para o primeiro trimestre do ano, resultado 10% menor no comparativo anual, mas acima do esperado. Mesmo assim as ações do banco operam em baixa no pré-market.
Ainda na agenda de resultados, a Nokia anunciou queda de 82% do lucro, mas também superou o previsto. Após o fechamento o Google divulga seus números.
Os agentes também recebem a variação semanal nos pedidos por seguro-desemprego. Na semana passada 610 mil americanos foram em busca do benefício, 53 mil a menos que na semana anterior. Mas o número de trabalhadores que continua recebendo o benefício subiu para 6,02 milhões.
No segmento imobiliário as notícias não foram positivas - a construção de novas moradias caiu 10,8% em março, para 510 mil unidades na taxa anualizada. O resultado contrasta com a forte puxada de alta em fevereiro, que trouxe esperanças sobre o fim do ciclo de piora no segmento.
A retração de março superou o esperado e a sinalização é de contínua fragilidade, já que os pedidos por alvarás de construção recuaram 9%, para 513 mil na taxa anualizada, o menor patamar já registrado.
Mais relevantes para o mercado brasileiro, a China divulgou crescimento de 6,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano. Apesar de menor que os 6,8% do quarto trimestre, o resultado ficou pouco acima do esperado.