Por Alvaro Gribel
Depois das fortes altas de ontem, as bolsas da Ásia fecharam com pequenos ganhos, enquanto as da Europa operam sem tendência definida. A mesma coisa está acontecendo com os índices futuros americanos, que estão à espera do resultado do mercado de trabalho de março. As previsões apontam que o quadro continuará a se agravar, com fechamento em torno de 650 mil vagas e a taxa de desemprego subindo de 8,1% para 8,5%.
A reunião de ontem do G20 foi muito bem recebida pelos investidores, embora seja consenso de que ela não resolverá a crise no curto prazo.
De acordo com o blog do economista Marcelo Voss, da Liquidez Corretora, a deterioração do mercado de trabalho americano pode gerar novos focos de crise com o aumento de inadimplência nos cartões de crédito.
Além disso, lembra ele, as novas regulamentações no sistema financeiro sinalizadas ontem pelo G20, embora sejam corretas e atuem tanto para atenuar a crise atual quanto para evitar novas crises no futuro, vão limitar as ações dos bancos e consequentemente reduzir o potencial de crédito para as economias.
Ou seja, o mundo vai perder parte do motor do crescimento que foi justamente o crédito farto e barato.