A cotação do dólar comercial caiu 3,44% ao longo desta semana e fechou em R$ 2,301 na venda. Foi a maior desvalorização semanal registrada em 2009. O valor de ontem representa uma leve baixa de 0,04% sobre a cotação final de quinta-feira.
Trata-se da menor taxa desde 16 de fevereiro. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 2,420, em um decréscimo de 0,41%. Os preços da moeda americana caíram mais de 3% na semana, quando o mercado devolveu boa parte dos exageros de março, mês que a taxa atingiu o pico do ano (R$ 2,44).
– Eu vejo essa correção com um movimento bastante natural do mercado. Todo mundo estava com expectativas tão negativas, que quando surgiram algumas notícias um pouco mais positivas, o mercado parou de piorar – comenta Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.
O profissional se refere aos primeiros sinais de melhora, ainda que tênues, de alguns dos grandes bancos americanos afetados pela crise: Citigroup, Bank of America e JP Morgan. Em relação ao primeiro, a imprensa local revelou teve lucro no primeiro bimestre, após meses de resultados negativos. Paiva, que monitora de perto o mercado futuro de dólar, também notou que a posição dos estrangeiros caiu na BM&F (Bolsa de Mercadorias &Futuros).
Risco e volatilidade do câmbio tiveram redução
Para muitos analistas, o fato dos estrangeiros manterem aplicações no mercado futuro em que ganham com a alta do dólar explicava boa parte da desvalorização do real frente ao dólar nos últimos meses. Ele constata que o montante dessas aplicações caiu de US$ 13 bilhões para pouco mais de US$ 11 bilhões neste mês.
– Além disso, caiu muito o risco e a volatilidade do mercado de câmbio. Isso é um bom sinal – avalia.
O analista ressalva que não acredita no forte recuo do dólar para as próximas semanas.
– O dólar ficou oscilando na faixa de R$ 2,25 a R$ 2,50 nesses últimos meses e acredito que vai continuar assim até o final deste mês – afirma.