A cotação do dólar comercial fechou em alta de 1,55%, a R$ 2,225 na venda, com o aumento do pessimismo dos investidores no mundo.
O Banco Central atuou no mercado cambial vendendo o equivalente a US$ 143,7 milhões em leilão de "swap" cambial (operação que corresponde à venda da moeda americana no mercado futuro).
O presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que a concessão de crédito no país caiu em outubro, mas já começa a se recuperar.
Durante o pregão, o analista de câmbio Mario Paiva, da corretora Liquidez, disse que investidores estrangeiros que permanecem comprados em mais de R$ 12 bilhões no mercado futuro nos últimos dias, o que, na prática, significa uma forte aposta na alta do dólar.
O tom pessimista entre investidores decorre de notícias negativas envolvendo a seguradora AIG, a gigante do alumínio Alcoa e outras empresas. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o presidente eleito, Barack Obama, dão sinais de que não estão se entendendo sobre como o país deverá ajudar os fabricantes de automóveis.
Em troca da ajuda ao setor, Bush estaria exigindo a aprovação, pelo Partido Democrata, do Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia, segundo reportagem do jornal "The New York Times". Obama pediu a Bush que ajudasse as montadoras.
Os fabricantes de automóveis dos EUA passam por sérias dificuldades, devido à queda nas vendas. As ações da General Motors caíram ontem para o menor nível em 62 anos.
No Brasil, os produtores de automóveis terão uma linha de crédito de R$ 4 bilhões do banco Nossa Caixa. Os empréstimos somam-se à linha também de R$ 4 bilhões anteriormente anunciada pelo Banco do Brasil. A associação que representa as montadoras disse que esses R$ 8 bilhões resolvem o problema de liquidez no setor.
No setor financeiro, o Banco do Brasil anunciou a incorporação do Banco do Estado do Piauí, depois de um ano de negociações.
(Com informações de AFP, Efe e Reuters)