Otimismo contagia também o mercado de câmbio e dólar fecha em queda de 2,63%, cotado a R$ 2,185
Da Redação
A Bolsa de Valores de São Paulo ampliou a alta nesta terça-feira, 28, e ultrapassava a valorização de 10% durante a tarde. Operadores consultados pela Agência Estado não identificaram nenhum fato no noticiário que pudesse ter acentuado o bom humor dos investidores e atribuem o movimento à alta firme das bolsas em Wall Street e a correções técnicas. Às 17h13, o Ibovespa avançava 10,27%, aos 32.458 pontos. Em Nova York, O Dow Jones subia 5,79%, e o Nasdaq 4,77%.
No mercado de câmbio, o dólar voltou a fechar em forte queda nesta terça-feira, seguindo a melhora dos ânimos dos mercados internacionais e a contínua intervenção do Banco Central. A moeda norte-americana caiu 2,63%, a R$ 2,185. Nas duas primeiras sessões desta semana, a divisa já acumula queda de 6,23%. No entanto, o dólar ainda guarda avanço de 14,5% em outubro. "Ontem tinha sido mais o Banco Central. Hoje teve um pouco mais de otimismo (em todo mundo)", afirmou Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez.
Segundo Voss, os mercados acionários de todo mundo sofreram enormes ajustes nas últimas semana, abrindo espaço para alguns movimentos de recuperação. "E o mesmo ocorre com o dólar".
Nesta terça-feira, o Banco Central realizou mais um leilão de swap cambial, vendendo apenas 42% dos contratos ofertados. Desde 6 de outubro, quando voltou a realizar este tipo de operação diariamente, o BC já vendeu contratos com volume equivalente a quase 20 bilhões de dólares.
"A idéia deste tipo de operação é saturar o mercado", afirmou Voss, ressalvando que ainda é cedo para confirmar uma eventual saturação "pois o mercado ainda está muito volátil".
Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora de Câmbio, ressaltou que o mercado está começando a buscar um equilíbrio. "Com os derivativos começando a pesar sobre os bancos, estes começaram a colaborar para a queda da cotação".
O gerente ainda chamou a atenção para a intensificação do volume de negócios nas últimas sessões. "Hoje a gente já sente que o mercado voltou a ter mais negócio".
"Não há exportador que resista e muito menos importador... se não houver um equilíbrio da taxa pelos participantes" do mercado não tem como ter negócios, disse Galhardo, lembrando que a forte desvalorização do real frente ao dólar esvaziou o mercado cambial nos últimos meses.