21 novembro de 2008 06h12
Em mais um dia extremamente volátil as principais praças asiáticas iniciaram a sessão em queda refletindo o péssimo fechamento de Wall Street revertendo as perdas com medidas de injeção de liquidez em Cingapura e China que estendeu aos bancos de HK linhas de crédito e, principalmente, à notícia de que o Citigroup estaria finalizando sua venda a um rival.
Coréia foi o destaque com 5,8% de alta e o setor financeiro liderou a recuperação.
No mercado de cambio temos uma forte recuperação das moedas frente ao dólar com alta de 2,37% no dólar australiano, 0,86% na libra e 0,57% no euro. O iene recua 1,44%.
Na variação de dois dias o dólar australiano tem queda de 1,87%, o iene sobe 0,76%, a libra cai 0,66% e o euro sobe 0,26%.
Nas moedas emergentes a lira turca sobe 1,95%, zloty polonês 1,38%, rand sul-africano 0,99% e peso mexicano 0,61%.
Após as quedas de ontem as commodities também apresentam recuperação com alta de 3,24% na gasolina que caiu mais de 9,00% ontem , 1,23% no petróleo negociado a $50,08 e 1,15% no algodão.
O cobre opera em baixa de 1,46%.
Nos EUA Henry Paulson fez mais um discurso vazio apenas descrevendo a atual crise e assumindo que o Governo errou ao não tomar medidas mais cedo.
O pacote de ajuda para as montadoras segue parado no Congresso com a exigência de um plano de viabilidade a longo prazo.
É inadmissível que a SEC não retome a proibição da venda a descoberto que agrava em muito o cenário já negativo para o mercado acionário.
O rebaixamento da GMAC e Ford pela S&P é mais um exemplo de que as agências de classificação devem merecer atenção especial nas mudanças de regulamentação e fiscalização. Mestres em avaliar o passado ajudam a alavancar bolhas como a do subprime e acentuam os movimentos de correção de preços.
Além do foco na possível venda do Citigroup e o pacote das montadoras, o principal evento de curto prazo será a chamada “blackfriday” na próxima sexta-feira após o feriado de “thanksgiving” que sinaliza as vendas de fim de ano.
Os futuros operam nas máximas da sessão com alta de 3,2% no S&P500.
Para o mercado local, a queda de 16% nos ADR’s da Petrobrás e quedas expressivas também na Vale, Gerdau, CSN e Bradesco garantem uma abertura negativa no Bovespa mesmo com a recuperação parcial do mercado americano.
Nos juros, apesar da pressão exercida pelo cambio o cenário externo negativo segue descartando um aumento de juros.
A queda acentuada do petróleo , gasolina, diesel e gás natural já deveria ter levado o Governo a reduzir o preço dos combustíveis que ajudaria a atenuar o impacto do cambio na inflação. Não faz sentido o consumidor arcar com tamanho subsídio a uma empresa que deveria estar reformulando seus custos alavancados nos últimos anos.
Nenhum Comentário
Fechando nos 230,35 o CRB/Reuters, índice que reúne as 19 principais commodities caiu ao menor patamar desde março de 2003.
Nenhum Comentário
Sem contar as perdas de hoje o valor das empresas negociadas nas principais bolsas do mundo fêz nova mínima ontem somando US$28,4 trilhões ante os US$29,8 trilhões do dia 18, ou seja, US$1,4 trilhões em 24 horas, US$200 bilhões a mais do que se estima que seria necessário para sanear o setor financeiro americano.
Apenas nos EUA foram destrídos US$590 bilhões do dia 18 para o dia 19 e mais pelo menos US$540 bilhões foram perdidos hoje, ou seja US$1,13 trilhões em 48 horas ou pouco mais de 40 VEZES o valor de mercado do Citigroup no fechamento de hoje (US$25,6 bilhões).
Nenhum Comentário
Em mais um dia de alta volatilidade com os índices chagando a operar em alta no meio da tarde o mercado americano entrou em queda livre com vendas especulativas em ações do setor financeiro com destaque para o Citigroup que cai 26,41%.
O ataque especulativo é incentivado pela SEC na medida em que cometeu a irresponsabilidade de não estender a proibição da venda a descoberto.
Nas montadoras tivemos variações absurdas de acordo com os rumores do pacote de ajuda. A GM caiu 39%, subiu 16%, caiu 6%, subiu 10% e fecha com 3,23%. A Forde sobe 10,3%após ter caído 15%, subido 33%, caido 3%.
Por incrível que pareça a S&P rebaixou o rating dos títulos da Ford e GM (Gmac) mostrando que regulamentar e exigir responsabilidade destas agências é essencial no futuro.
Ao final o Dow Jones cai 5,56%, o S&P500 6,71% e o Nasdaq 5,07%.
O índice mexicano recua 2,35%.
Nenhum Comentário